quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pra ser sincera...


Hoje pude concluir isso: O problema está na fantasia. Nossa mente engenhosa fica arquitetando vidas, criando personagens regados à perfeição, quando o imperfeito está de trás das cortinas gritando ferozmente para aparecer também nesse espetáculo.
Gostamos de imaginar nossos ídolos como semideuses. Colecionamos seus CD’s, livros ou qualquer coisa que eles produzam ou apareçam. Ficamos devotos daquela perfeição em carne e osso. Somos ingênuos quando não percebemos, que antes de ídolos, aqueles seres são feitos da mesma matéria que nós.  Eles possuem fomes, medos e anseios. E também dias não muito bons.
Colocamos essas figuras em pedestais. Fazemos deles assuntos na nossa roda de amigos e ás vezes até de motivo para escrita. Usamos como moldes para nossas ideias e como espelhos para possíveis adaptações visuais.
E quando chega a hora de olhar nos olhos daquele artista, do qual o presenteamos com a obrigação de serem perfeitos, acabamos nos decepcionando um pouco. Porque o encanto do “impossível” e do “perfeito” é quebrado. Percebemos que desfocamos demais as imagens.  
No meu caso, me decepcionei com um homem de voz linda, mas de poucas palavras e de sorriso forçado. Pra ser sincera, eu esperava mais do que educação. Ele deixou muito a desejar no quesito interação. Mas não sou capaz de julgá-lo, porque nada sei do que antecedeu sua sessão de autógrafos. Não deixarei de ouvir suas músicas, mas agora o tirei do pedestal. 

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