segunda-feira, 11 de março de 2013

Santa Chuva



                O barulho da chuva lá fora atiça minha alma. Meus sentimentos se mesclam e querem se diluir junto às águas de março.  Quero acolher cada fragmento desses sentimentos, não quero deixa-los escaparem despercebidos. Quero escrever sobre essa inquietude.
Descrever essas tempestades subjetivas é como tirar água de balde em uma casa alagada.  O velho tentar, mesmo que não resulte em nada. Mesmo sabendo que só uma manhã de sol para começar novamente: aqui estou eu com meu baldezinho.
Deixo os pingos tamborilarem, como em uma canção de ninar.  Os relampejos como flashes. E o vento como o passado, que volta e meia sopra em minha vida. Abrigo-me em uma folha de papel com ajuda de um lápis. E me afogo nessa enxurrada de palavras incoerentes.

Um comentário:

Mony Gabriely disse...

Gostei do texto. Gosto da chuva... Às vezes ela me inspira. ^~