segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sapato Novo


Num belo dia você me joga meia dúzia de palavras sem sentido. Noutro dia, uma enxurrada de verdades. E eu não hesito, eu não fujo. Apenas seguro tua mão como se eu realmente fosse forte, mesmo que as lágrimas denunciassem a minha fraqueza tão explícita.
Ao mesmo tempo em que me aproximo e me regozijo, sei que as punhaladas mais tarde poderão ser mais fortes.  Talvez no fim sobre somente eu e o Radiohead ao fundo. Mas eu só desisto depois de gastar todas as fichas, porque já cansei de colecionar medalhas por abandono de anseios.
Eu não sei como nomear essa situação que a gente anda passando. Não sei como escrever sobre o que eu sinto. Não sei como verbalizar e como desfazer esses nós em minha garganta. Não aprendi a calcular a distância com as fórmulas de física, mas se ela existe mesmo, tenho um novo sapato com um bom solado para te encontrar muitas vezes ainda nas rodoviárias por ai.

2 comentários:

Rovênia disse...

Vale insistir nas histórias e vivê-las até gastar a sola do sapato novo. Gostei! Beijos!

o gato preto de Proust disse...

Agora fiquei a pensar se ainda tenho sola suficiente para gastar... Adorei o texto :-)