segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ao entardecer


Meus passos eram quase automáticos. Até que meus olhos percebem aquela imagem familiar. Aquele corpo esguio vinha em minha direção. Ele cruza ao meu lado. Meu corpo treme. Minha cabeça lateja. Justamente agora, que eu não planejava e tampouco queria.
 Eu estava disposta a imergir no esquecimento. E ele chega assim tão de repente. Despertando todas as memórias adormecidas. Eu fraquejando, esqueço o meu olhar fixo naquela face com ar angelical. Quero sorrir e dizer olá. Só que o máximo que consigo é olha-lo, enquanto minhas pernas trêmulas continuam percorrendo a rua ao entardecer.

Um comentário:

Jorge bruno disse...

Admirável metáfora do cotidiano de paixões.